Arquivo da categoria: surto paranóico!

Auto-Blog

Hora vejam: fiquei mais de um ano sem nem passar por aqui e  o WordPress não aguentou tanta inatividade e mudou o layout do site por conta própria.

Agora é questão de honra reorganizá-lo e deixá-lo abandonado à própria sorte novamente.

Uma breve história do tempo… ausente

Uma breve história do tempo…ausente

Colocando a conversa em dia um não tão breve resumo do tempo ausente:

Primeiro veio a crise dos 30 anos, que logo foi substituída por outra crise existencial qualquer. E assim vou de crise em crise até a crise dos 40 anos.

Essa promete!

Depois comecei meu Trabalho de Conclusão de Curso, para garantir meu diploma e a televisão na cela.

Passei 3 meses dormindo muito pouco  lendo e escrevendo feito louco. Terminei e o apresentei em junho (breve em um 4Shared perto de você!) e depois fiquei mais quase um mês formatando o texto segundo as famigeradas Normas ABNT.

Aqui cabe uma observação: estruturei o meu texto para ter começo meio e fim seguindo cronologicamente os dados da pesquisa.

Como resultado o texto ficou bem fluido, sem cara de um trabalho acadêmico resultando em uma leitura bem agradável. Após a formatação  se perdeu boa parte do que eu e quem leu essa primeira versão, inclusive os membros da banca, considerávamos um dos maiores méritos do trabalho.

Entendo a necessidade das citações, recuos, bibliografia detalhada, apud, et al. etc, etc, etc mas não consigo aceitar o detrimento do conteúdo do trabalho em relação a formatação. Mas era “engessar” o texto ou não me formar.

Olhando agora, parte do sofrimento em ” parir” o TCC veio da minha teimosia de não abrir concessões para ele. Continuei saindo para beber com os amigos quando era para estar em frente ao teclado e à uma pilha de livros e não ligava o computador nos dias de folgas. Essa minha escolha fez tudo ficar mais difícil.

Mas enfim, foda-se, consegui cumprir o prazo e fui aprovado.

(Demorei para encaixar um palavrão nesse texto, devo ter perdido a forma…)

Após o término do trabalho fiquei de ressaca do excessode  escrever e de Internet e juntando com meu modem 3G movido à lenha que  praticamente só me permite  o básico em navegação (e-mail e pornografia),abandonei e cogitei encerrar este buteco.

Mas foda-se, resolvi ressuscitar o azedume.

(Humm.. já sinto a velha forma voltando)


Atualizando

Durante o hiato (ou será ditong… merda já usei esse trocadalho) muita coisa aconteceu.

No segundo semestre do ano passado fui de empresário para estágiario e depois funcionário.

E por mais que não pareça foi ótimo !

Aí 2009 começou, comigo prestes a fazer 30 anos fato que não parecia ter grande importância.

Chegou o dia fatídico fui ler meu e-mails e um deles era spam dizendo algo do tipo:

“Olá agora que você completou 30 anos tem ótimas oportunidades para aprender, crescer blá, blá, blá…”

Status atual: EM CRISE

Aú bi beque…

 

Não, não morri mas foi quase tão ruim quanto.

Fiquei sem acesso a internet, portanto se não consegui acompanhar os vários updates do Bangbros quanto mais atualizar esse sofrível blog.

Ainda continuo sem uma conexão decente, portanto só cantando para subir (ou upar) um post novo.

Cantem comigo!

O mundo dá voltas…

Só por curiosidade (mórbida!) baixei um cd com músicas sertanejas tocadas pormuma banda de hardcore.

Sim, eu sei não… esperava que fosse bom, mas achava que seria pelo menos engraçado.
Mas assustei com o que ouvi.

Não sei se era a intenção dos caras, mas as músicas ficaram idênticas à 99% das músicas das banda novas de “rock” nacional.

E pensar que o grande levante sertanejo do início dos anos 90 dominou o mercado fonográfico e enterrou uma porrada de banda de rock que só foram ressurgir das cinzas muitos anos depois.

Algumas notícias bizarras até começam a fazer mais sentido

Crise da Meia-(boca)-idade

Você nota que seu corpo está sentindo o peso dos anos quando o local que você costumava guardar alguns Engovs vencidos se transformou em uma mini-farmácia.
Mas como diria o sábio tradutor daquele filme do Van Dame (que no original é No Retreat, No Surrender):”Retroceder nunca,render-se jamais “!
Vou comprar Engov para me sentir mais jovem.

Vale a pena ver de novo ?

Tentei evitar, pois escrever sobre o assunto ia ser, mesmo que de maneira insignificante, participar desse circo da mídia, mas depois que vi a reportagem que vou descrever abaixo não consegui resistir:

Voz em off da repórter:

Fulana de tal,faltou ao trabalho e pegou 2 ônibus e um metrô para vir aqui acompanhar a movimentação…”

O “aqui” a que ela se referia não ouvi onde era mas era a casa de alguém envolvido no “vocês sabem o quê” ou uma delegacia. Continuando…

A Fulana de tal começa seu depoimento bem…( ou melhor) muito maquiada com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas:

“…eu fico muito emocionada, sou mãe também a gente pensa nos nossos filhos…”

A matéria segue, mas eu não presto mais atenção prefiro me dedicar a elaboração cuidadosa de um fulminante ataque colérico.

Se eu fosse o repórter (nessas horas que me arrependo de ter desistido de me tornar um jornalista) teria duas reações:

1° Emendaria um delicado: “por que a senhora não vai tomar no cú ?”

2° Depois, jogaria ela de volta, dentro dos 2 ônibus e 1 metrô que ela pegou (sim, a acompanharia a viagem toda) para que ela voltasse para casa dela e a partir daquele momento parasse de se preocupar com a vida dos outros e começasse a pensar no futuro dos filhos, que hoje, vivem num mundo de merda.

Porra,queria entender o quê leva pessoas a saírem de suas casas e ficarem paradas em frente a casa de estranhos, mesmo que o crime seja tão hediondo quanto obrigar alguém a ouvir a discografia completa do Djavan, gritando palavras de ordem do tipo “pega, capa, esfola”, “assassino”, ou “Toca RaúúúúLLL”

Dizem os especialistas: é um crime bárbaro,envolve família e valores hoje esquecidos pela sociedade blá blá blá… por isso essa comoção.

Besteira!O negócio é que o brasileiro gosta tanto de novela, que quando vê uma acontecendo ali, na vida real não perde a oportunidade de participar dela mesmo que seja como figurante.

O pessoal ali quer sangue, justiça, um mundo melhor, pena de morte, fazer passeatas, maioridade penal, paredão, que as baleias sejam salvas, ou o caralho que for, enquanto o assunto estiver na mídia, sendo entuxado goela abaixo, enquanto seguir o script for interessante, enquanto isso garantir pontinhos a mais de audiência.

Depois de um tempo tudo é esquecido e só volta a tona quando acontece outra tragédia e começa nova novela.

Essa histeria coletiva podia, pelo menos, ser direcionada para questões políticas na tentativa de nos impor e fazer valer nossos direitos. Mas que nada, provavelmente a dona Fulana de Tal não sabe nem em quem votou nas últimas eleições e em como isso valeria muito mais para os filhos dela do que ela estar ali, matando o tampo e dando entrevista.

Nessas horas dá até vontade de ser argentino…ou sei lá, uma beterraba.

Bons tempos…

Sinto saudades do tempo em que quase me mijava de rir ao ver alguém tropeçando e caindo na rua.

Vai me acusar de maldoso féladaputa? Sim, eu sou, mas não por ter me divertido às custas do tombo dos outros.

Grande parte da humanidade faz o mesmo.

Também não parei de achar graça por repentinamente perceber que as pessoas se machucavam.Não ligo muito para pessoas.

Simplesmente sumiu,parece que a graça que eu achava nisso simplesmente se extinguiu.

Não só no “capotes” dos outros mas  em todo tipo de humor mais simples:tortas na cara,Mr Bean coando o café na meia,Trapalhões dos anos 80,Chaves,filmes que começam com “Todo Mundo alguma coisa” (menos o “Todo Mundo Quase Morto”,esse é legal mesmo com esse péssimo título nacional),Três Patetas e por aí vai.

Alguns chamariam de amadurecimento ou e uma evolução intectual, mas não vejo essa relação entre as coisas.

Conheço pessoas muito maduras e inteligentes que seriam capazes de rolar no chão por horas  com coisas como uma Pegadinha  do Mallandro ou  a piada do pintinho sem cú.

Não acho que seja o meu caso.No meu caso temo ter ficado tão amargo(ou azedo!) que tenha deixado de dar um pouco de vazão a aquele lado da personalidade que é mais infantil, sem tanta responsabilidade que no fim das contas é quem ri dessas coisas.

Acabei me tornando o adulto chato que tanto odiava quanto criança.

Chorem por mim.

Ah o Natal…já passou ainda bem!

No Natal as pessoas se dividem em três grupos:

1° Pessoas que adoram o Natal

Essas acreditam na baboseira do “espírito de Natal” e saem por aí distribuindo sorrisos e congratulações natalinas para qualquer estranho, torcem o nariz para quem as  alertam que o Natal é uma data estritamente comercial e adoram um shopping lotado na busca por um presente, que poderá ser comprado com mais comodidade e a preços menores dali a duas semanas.

2° Pessoas que odeiam o Natal

Essa sentem-se ofendidas quando recebem um “Feliz Natal ” pelas ruas.Pensam:

“Feliz aonde? Com tantas diferenças sociais nesse país de merda, esse carnaval de propaganda guiando as massas ao capitalismo desenfreado, com o ícone máximo do Natal sendo uma criação do departamento de marketing da Coca-Cola, etc…como o senhor tem a pachorra de vir me desejar um “Feliz Natal?”

Claro, só pensam isso e acabam devolvendo o cumprimento com uma cara amarrada e um “Pravocêtamém. Presente só por obrigação e se pudessem não dariam porra nenhuma.

Nesse grupo também a uma leve tendência a depressão pré-natalina já que muito provavelmente, a não ser que tenha sido criado por pais pseudo-intelectuais de esquerda,durante a infância ele fez parte do primeiro grupo que adorava o Natal e a saudade de tempos mais simples e um pouco de culpa pelo “encanto do capitalismo” acabam puxando para a fossa emocional.

3° Pessoas que estão andando e Cagando para o Natal

O nome do grupo já fala por si próprio mas é bom ressaltar ainda que essas pessoas utilizam a data para comer e beber o máximo possível.

Eu já passei pelos 3 grupos,acredito que muitos também, e fazendo parte do 3° grupo o texto foi “inspirado” por uma tremenda ressaca e um leve desarranjo intestinal.

Espero melhorar até o Ano-Novo…

Adulterado

Com o escândalo do leite batizado acabei apreendido  junto com alguns lotes de leite da Coopervale.

Fui recentemente liberado, já que apesar da elevada taxa de álcool encontrada fui considerado inofensivo para os  seres vivos.Além de mim, claro.

Senti falta desse blog.

Agora sinto falta do cheiro da soda cáustica .