Arquivo da categoria: saudosismo piegas

Stand-By

Mais de um celular, quinze contas de email, msn, orkut, twitter…
Bons tempos, quando para se esperar uma resposta importante era só ficar parado em frente ao telefone esperando ele tocar.
Se ganhamos em mobilidade perdemos em tranquilidade, já que temos que monitorar toda uma rede na busca da bendita confirmação (ou não) de algo.
Nesse ritmo a gastrite nervosa vai acabar matando mais que o Rambo.

Luke, use The Force

Mesmo após ter tido apenas umas 3 horas de sono e em um péssimo dia no feriado do dia 22 me arrastei até o Ibirapuera para ver a Exposição Star Wars que está em exibição no Porão das Artes dentro do parque.

E dizer o quê do que vi lá? É o sonho master-nerd de qualquer fã não pude conter o sorriso-bobo (sim, às vezes eu sorrio) por estar perto dos vários story-boards, maquetes e figurinos usados nos filmes.

No começo fiquei decepcionado, achando que a mostra fosse muito maior do que ela realmente era, mas era eu que queria demais.
O mais importante estava lá e mesmo não ocupando um grande espaço físico o mais importante estava lá.

C3PO o bunda-mole mais amado da galáxia

Do que vi na tv quando a mostra estava em outros países só faltou o Yoda. A não ser que ele estivesse dando uma corridinha no parque.

Recomendo, para quem não foi ainda é um passeio obrigatório.Só não façam como o imbecil aqui, que achou que a baterias da câmera ia dar para tirar foto até do piso do lugar e não deu carga total nela.Mesmo tirando uma cacetada de fotos, gostaria de ter tirado mais.

Assim como gostaria de ter grana sobrando ( e bota sobra nisso!) para poder torrar na loja que tem na saída do evento.
Comprei duas camisetas que já comprometeram meu planejamento financeiro de até 2014 não ter mais dívidas e poder ver um jogo da Copa.
Deu uma puta inveja do cara que pagou 150 MANGOS num capacete do Boba Feet “para” o filho.

Adios Amigos

Calma, não é uma carta de suícidio, nem o fim desse mal-tratado blog

(Espero que pelo menos umas dessa duas notícias tenha causado alívio)

Após esses esclarecimentos, vamos lá:

Quando se tem 14, 15 anos provavelmente seus melhores amigos estão junto com você na escola.

E também costuma ser, como descobrimos mais tarde, um tipo raro de amizade pois parece que nunca vai acabar.

Até dá para comparar (…não acredito que vou escrever isso) com o chamado”primeiro amor”.

Assim como não adquirimos nessa fase da vida os anticorpos necessários para suportar uma desilusão amorosa também não adquirimos os necessário para desconfiar da sinceridade de uma amizade.Por isso ela parece eterna.

Nessa época,que é mais que atribulada, há tanto em comum entre os membros da “gang” que é difícil de acreditar que um dia você vai cruzar com esses caras na rua e propositadamente ignorá-los ou ser ignorado por eles.

E sim, isso vai acontecer.

Tão deprimente quanto isso é quando ocorre algum reencontro e vocês descobrem não ter mais quase nada em comum além de um punhado de boas lembranças e uma grande vontade de trocar e-mails e sair de lá o mais rápido possível.

Eu tenho ainda alguns amigos dessa época, alguns até de bem antes dos 15 que me aturam até hoje, mas com grande maioria acabou acontecendo as situações citadas acima.

Claro que é totalmente compreensível isso acontecer, levando se em conta o passar dos anos e as mudanças (para o bem ou para o mal) que ocorrem em cada um.

Não sei se é saudosismo bobo ou se é porquê eu talvez não tenha mudado tanto assim,mas não consigo achar normal, passar batido pela sensação de incômodo.

Para mim parece faria mais sentido nos juntarmos de novo e sair por aí fazendo merda.

Ou pelo menos termos respeito pelas “merdas” do passado.

Bons tempos…

Sinto saudades do tempo em que quase me mijava de rir ao ver alguém tropeçando e caindo na rua.

Vai me acusar de maldoso féladaputa? Sim, eu sou, mas não por ter me divertido às custas do tombo dos outros.

Grande parte da humanidade faz o mesmo.

Também não parei de achar graça por repentinamente perceber que as pessoas se machucavam.Não ligo muito para pessoas.

Simplesmente sumiu,parece que a graça que eu achava nisso simplesmente se extinguiu.

Não só no “capotes” dos outros mas  em todo tipo de humor mais simples:tortas na cara,Mr Bean coando o café na meia,Trapalhões dos anos 80,Chaves,filmes que começam com “Todo Mundo alguma coisa” (menos o “Todo Mundo Quase Morto”,esse é legal mesmo com esse péssimo título nacional),Três Patetas e por aí vai.

Alguns chamariam de amadurecimento ou e uma evolução intectual, mas não vejo essa relação entre as coisas.

Conheço pessoas muito maduras e inteligentes que seriam capazes de rolar no chão por horas  com coisas como uma Pegadinha  do Mallandro ou  a piada do pintinho sem cú.

Não acho que seja o meu caso.No meu caso temo ter ficado tão amargo(ou azedo!) que tenha deixado de dar um pouco de vazão a aquele lado da personalidade que é mais infantil, sem tanta responsabilidade que no fim das contas é quem ri dessas coisas.

Acabei me tornando o adulto chato que tanto odiava quanto criança.

Chorem por mim.

Algumas horas de infância

Estou assistindo “De Volta Para o Futuro” agora, é um dos filmes(mesmo não sendo a mesma dublagem)que traz aquela sensação de “Sessão da tarde” após a aula, em um tempo onde tudo era mais simples.

 

…acabou

De volta a programação normal (faturas do cartão, trabalho, faculdade,meias sujas para lavar, etc,etc,etc…)