Nesse domingo como a esmagadora maioria deve ter percebido começou a corrida para todos aqueles que almejam descolar uma boquinha e mamar nas tetas dos cofres públicos.
Tremendo porre! Escondam suas crianças em casa e digam que transferiram seu título para Marte caso encontrem algum candidato a vereador por aí.
Minha cidade tem algumas peculiaridades que tornam essa “disputa democrática” ainda mais torturante.
A principal é que é uma cidade com mais de 400 mil habitantes mas não tem nenhum meio de comunicação que consiga servir de veículo para a campanha dos candidatos.
Então eles apelam para o tipo de campanha que se faria em uma cidadezinha do interior:sujeira nas ruas, Muros pintados para todo lado, promessa de emprego para angariar cabos eleitorais, jagunços para, digamos, fortalecer o corpo-a-corpo com o eleitorado e carros de som.E escrevi todo o texto anterior só para falar desse último.
As músicas de campanha são bizarras!
E como alguns candidatos não tem um puto no bolso e saem na louca para tentar cavar uma vaguinha acabam pegando uma música conhecida horrível e fazendo o que parecia impossível, piora a porra das músicas.
Vou colocar aqui todas que por infelicidade eu ouvir e forem dignas de se eternizarem na “rodovia expressa da informação” (hein?)
Pra começar duas, os nomes foram alterados, mas não muito senão a letra perderia a força.
No ritmo do hit “Se ela dança eu danço”:
No Rosvaldo, eu voto
No Rosvaldo eu voto
Falei pra você
Que o Rosvaldo é diferente
Vai cuidar da nossa gente…
E por aí vai.
Agora vem a melhor, no ritmo da música tema de abertura do Domingo no Parque (!!!!!!!)
Com o Pingo lá
Com o Pingo lá
A cidade vai mudar
Bis (180.000. 000)
Ruim? Está só começando ainda