A cerca de um mês a DC Comics em uma jogada buscando angariar novos leitores, apagou e reiniciou (ou como dizem “rebotou”) a história de quase todos personagens da editora.
Essa iniciativa causou um baita barulho e foi amplamente debatida do ponto de vista criativo, econômico e até cultural dado algumas novas abordagens marketeiras polêmicas, como essa aqui ou essa outra.
E por mais que eu torça o nariz para essa história toda, tenho que reconhecer que a editora foi bem sucedida no que se propôs (que para mim foi: “Dane-se você nerd velho, seus 25 anos de leitura fiel e pilhas de revistas, pois vamos mudar tudo em busca de um público maior, afinal sabemos que você vai continuar comprando mesmo que contrariado”) pois esgotou todas as tiragens das 52 novas revistas lançadas e emplacou 17 entre as 20 mais vendidas pelos Comics Shops americanos
Considerando que as revistas foram vendidas digitalmente um dia após a edição física esses números tem mais relevância ainda
Mesmo com as críticas sobre a qualidade de alguns títulos, o apoio à essa iniciativa foi maciço, já essa guinada radical pode indicado a direção para o mercado de quadrinhos americanos que vem encolhendo ano após anos.
Isso posto, fica decidido então que o reboot é a solução!
Podíamos rebotar toda a história política recente do país, que tal? Limando da continuidade todas essas figurinhas carimbada que estão por aí pulando de galho em galho e corrompendo todo o jogo desde a época hiboriana.
E na vida pessoal? Aquele pé na bunda homérico tomado? Não aconteceu a pessoa, nunca existiu. Aquela barriga indesejada se tornaria um abdomen trincado (criado pelo Jim Lee!). E aquele penâlti não marcado na final da Libertadores de 94? Gol na certa.Chupa Chilavert!
Bem que podia ser fácil assim.
(Claro, podemos sempre contar com a amnésia alcoólica, mas infelizmente ela não é tão seletiva assim)
