Calma, não é uma carta de suícidio, nem o fim desse mal-tratado blog
(Espero que pelo menos umas dessa duas notícias tenha causado alívio)
Após esses esclarecimentos, vamos lá:
Quando se tem 14, 15 anos provavelmente seus melhores amigos estão junto com você na escola.
E também costuma ser, como descobrimos mais tarde, um tipo raro de amizade pois parece que nunca vai acabar.
Até dá para comparar (…não acredito que vou escrever isso) com o chamado”primeiro amor”.
Assim como não adquirimos nessa fase da vida os anticorpos necessários para suportar uma desilusão amorosa também não adquirimos os necessário para desconfiar da sinceridade de uma amizade.Por isso ela parece eterna.
Nessa época,que é mais que atribulada, há tanto em comum entre os membros da “gang” que é difícil de acreditar que um dia você vai cruzar com esses caras na rua e propositadamente ignorá-los ou ser ignorado por eles.
E sim, isso vai acontecer.
Tão deprimente quanto isso é quando ocorre algum reencontro e vocês descobrem não ter mais quase nada em comum além de um punhado de boas lembranças e uma grande vontade de trocar e-mails e sair de lá o mais rápido possível.
Eu tenho ainda alguns amigos dessa época, alguns até de bem antes dos 15 que me aturam até hoje, mas com grande maioria acabou acontecendo as situações citadas acima.
Claro que é totalmente compreensível isso acontecer, levando se em conta o passar dos anos e as mudanças (para o bem ou para o mal) que ocorrem em cada um.
Não sei se é saudosismo bobo ou se é porquê eu talvez não tenha mudado tanto assim,mas não consigo achar normal, passar batido pela sensação de incômodo.
Para mim parece faria mais sentido nos juntarmos de novo e sair por aí fazendo merda.
Ou pelo menos termos respeito pelas “merdas” do passado.